sexta-feira, 17 de junho de 2011

A cidade que queremos

       "O PTLM tem se destacado por ser um grupo de opinião 
que consegue dialogar com todas as  forças  políticas  de 
nosso   partido.Um  grupo  novo, com  ideias novas,  que 
 se propõe  a  aglutinar  o  partido,  vencer  as  eleições e
 governar  com  o  nosso  projeto  político”.  Tarso Genro


       Estamos no terceiro mandato presidencial, os dois anteriores tiveram a cara do Lula, este tem a cara da presidenta Dilma. Governo este que teve sua transição sem rupturas bruscas como queria a oposição beligerante deste país. Nos dois primeiros mandatos conseguimos através dos programas articulados pelo governo tirar 16 milhões de pessoas da faixa de pobreza absoluta, e o Brasil continua no caminho do desenvolvimento econômico e da inclusão dos menos favorecidos.        Um exemplo deste esforço foi o recente lançamento, pela nossa presidenta, do Programa Brasil Sem Miséria, que tem como meta a inclusão de 1,3 milhões de crianças nos benefícios do Bolsa Família, além  de providenciar cursos de formação e capacitação para 1,7 milhões de pessoas de forma a  abrir as portas do mercado de trabalho para este público que não conta com a qualificação necessária.
      No mesmo passo anda o governo de Tarso Genro, que em pouco tempo articulou novos investimentos para o estado e, ao mesmo tempo, adotou medidas que valorizam o trabalho e as cadeias produtivas, a exemplo do aumento de 11,6% no salário mínimo regional e o aumento no piso do magistério gaúcho, além do compromisso de pagar integralmente até o fim do mandato o piso nacional da categoria. Além disto implementamos o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, de forma a garantir o diálogo com os vários setores da sociedade, democratizando a decisão sobre os investimentos do estado e o encaminhamento das demandas sociais.
       Na contra mão deste processo anda a prefeitura de Porto Alegre, que há poucos dias perdeu a verba destinada pelo governo federal para a construção da Praça da Paz, na Vila Bom Jesus. Aliás, ano após ano se repete a rotina de Porto Alegre perder recursos disponibilizados pelo governo federal para o Bolsa família, por omissão da Prefeitura  que não faz a sua parte: atualizar em tempo hábil o cadastro das famílias a serem beneficiadas. Não é possível esquecer o lamentável episódio do estudante morto eletrocutado numa parada de ônibus que, conforme o  próprio laudo da investigação policial  concluiu, ocorreu por pura e simples negligência da EPTC.         
      Ainda na esteira do verdadeiro caos em se encontra a cidade, não poderíamos deixar de lembrar que este é um governo que não cumpre sua própria lei do orçamento, não realiza a maioria dos projetos do seu programa. O porto-alegrense sofre cotidianamente os efeitos de um deficiente serviço de coleta do lixo, da péssima  iluminação pública e da ocorrência diária de enormes congestionamentos no trânsito. Há também a manifesta incapacidade do Executivo de gerenciar o sistema de saúde, agravada pela malfadada terceirização resultante da criação do Instituto Municipal Estratégico Saúde da Família (Imesf) como entidade privada.
       Por fim, a falta de diálogo e as péssimas condições de trabalho levaram os municipários a decretar este ano uma greve que durou oito dias em protesto contra um governo que só aumenta os salários mais altos, destrói o plano de carreira da categoria e aumenta as desigualdades salariais na Prefeitura.


      Porto Alegre precisa novamente encontrar o caminho do desenvolvimento. A busca deste caminho começa agora e não podemos nos furtar de trilha-lo. Nós, companheiros do Partido dos Trabalhadores de Lutas e Massas (PTLM) estamos convictos de que é possível mudar. Por isso, insistimos, este é o momento do PT  retomar suas práticas históricas de um  amplo diálogo com os diversos setores da  sociedade porto-alegrense, resgatando a democracia participativa, base para construção de um programa de governo que atenda ao interesse público e que garanta avanços para um futuro melhor.  Não devemos esquecer os melhores momentos de nossos dezesseis anos de gestão do município, quando, fiel às nossas origens, construímos com a população de Porto Alegre as bases da participação popular e o  Orçamento Participativo, modelo para o mundo inteiro. 

        “A mudança não pode ser uma iniciativa unicamente 

partidária; não parece que os partidos queiram integrar a


democracia participativa que vêem como uma ameaça -

devem ser os cidadãos a decidir, de forma 

organizada...e em articulação com a democracia representativa” 




Boaventura de Souza Santos