sexta-feira, 29 de junho de 2012

Seminário Direitos Humanos e Educação Popular - Uma Proposta de Transformação Social


A Câmara Municipal de Porto Alegre, através da Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urban (Cedecondh), realiza nesta sexta-feira (29), Seminário Direitos Humanos e Educação Popular -  Uma Proposta de Transformação Social, que tem por objetivo sistematizar as experiências de educação popular em Porto Alegre, a fim de contribuir para a formulação de políticas públicas que viabilizem a continuidade do movimento efetivo de transformação social.  O evento terá como painelistas assistente social da Universidade de Caxias do Sul, Neila Sperotto, educadora graduada em Comunicação Social pela PUC e doutora em Educação pela USP - estágio doutoral pela Universitat de Valencia - Espanha,   mestranda da UFRGS, pedagoga Fernanda Paulo, e o pedagogo e educador popular, João Werlang. Aberto ao público, o seminário ocorrerá às 14h, no Plenário Ana Terra da Câmara.
Comissão Organizadora - Cedecondh, Associação de Educadores de Porto Alegre, Fundação Pão dos Pobres, Idhes Instituto de Estudos Jurídicos de Direitos Humanos, Econômicos, Culturais e Ambientais, Brava Gente e Conselho de Educação de Adultos na América Latina.
Data: 29/06/2012
Pauta:  Seminário Direitos Humanos e Educação Popular -  Uma Proposta de Transformação Social  
Local: Plenário Ana Terra/ CMPA
Horário: das 14h às 18h

quinta-feira, 28 de junho de 2012

“Região Humaitá/Farrapos, total abandono”


No período de Grande Expediente, de segunda-feira (25/6), a presidenta da Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana (Cedecondh), vereadora Maria Celeste, fez uma avaliação das condições de moradia das famílias das vilas Santo André, Tio Zeca e Beco X, localizadas na região Humaitá/Farrapos (zona norte) da cidade.
A vereadora apresentou um relatório da Cedecondh com exibição de fotos das vilas que evidenciam as péssimas condições de moradia com focos de lixo, proliferação de bichos nos lixões, alagamentos, falta de iluminação pública, de saneamento, de redes de esgoto e de água potável, da coleta de resíduo, além das deficiências no fornecimento de energia elétrica. Esta situação de total abandono decorre da deficiente gestão municipal, que no presente ano repete o mau desempenho de exercícios anteriores, aliás, marca registrada desta administração desde seu início em janeiro de 2005. Não há nenhuma dúvida que este é um governo que não cumpre seu próprio orçamento.
Santo AndréDe acordo com os dados com Sistema de Despesa Orçamentária (SDO) da Secretaria Municipal da Fazenda, verifica-se que neste final do primeiro semestre de um total de 210 projetos, que integram os 13 programas da Prefeitura, 140 sequer foram iniciados - EXECUÇÃO ZERO.
No que diz respeito ao investimento, a lei orçamentária do município previu aplicação de R$ 816 milhões e no final deste mês foram efetivamente aplicados apenas R$ 138 milhões, ou seja, 17% do total.

TABELA DA PREVISÃO DE INVESTIMENTO EM 2012 E DO QUE FOI EXECUTADO ATÉ JUNHO DESTE ANO
ORGÃOS

PROGRAMADO (01)
EXECUTADO (02)
PERCENTUAL
(2) / (1)
Departamento Municipal de Esgoto Pluvial (DEP)
R$ 67,7 milhões
R$ 4,8 milhões
7%
Departamento Municipal de Lixo Urbano (DMLU)
R$ 5,3 milhões
R$ 150 mil
2,8%
Fundação de Assistência Social e Cidadania (FASC) 
R$ 2,9 milhões
R$ 212 mil
7% 
Secretaria Municipal da Saúde (SMS)
R$ 73,9 milhões
$ 2,7 milhões
5,4% 
Secretaria Municipal de Obras e Viação (SMOV)
R$ 179,9 milhões
R$ 4 milhões
1,5% 
Secretaria Municipal dos Transportes (SMT)
R$ 90,5 milhões
R$ 517 mil
0,5%
Com base no dados da tabela acima, a parlamentar comentou que não o deficiente serviço não é por falta de recursos e sim da má gestão e da falta de vontade política.
Tio ZecaEm relação aos acúmulos de lixo em locais público, a base governo na Câmara tem afirmado que o problema decorre principalmente do descuido e dos maus hábitos da população, a vereadora descordou parcialmente dessa versão, afirmando que existe deficiência sim no serviço de coleta, fato que especialmente se agrava nas regiões desassistidas pela administração municipal. Reiterou ainda que compete ao poder público local realizar periodicamente campanhas em massa de educação ambiental, “o que não ocorre há muito tempo”, afirmou Maria Celeste.  
No caso das políticas de gênero, o Programa Porto Alegre da Mulher, extinto em 2010, praticamente inexistiu. Em 2009, seu último ano, foi contemplado com apenas R$ 135 mil num orçamento superior aos R$ 3 bilhões, apenas 0,004% do total. Este ano o Projeto Saúde da Mulher teve EXECUÇÃO ZERO.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Saiu na imprensa - Caminhos para a prevenção


Saiu na imprensa - Caminhos para a prevenção

Atenção, abrir em uma nova janela. 


O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, 18 de maio, é a data demarcada pela morte sangrenta e brutal da menina Araceli, na década de 1970.
Estudos apontam que um dos motivos dos muitos casos de abuso sexual intrafamiliar contra crianças e adolescentes é o aspecto cultural do poder do mais forte contra o mais fraco. Outra característica é que os principais agressores são pessoas íntimas da família, que a vítima conhece, confia e ama. O adulto utiliza-se do poder que tem sobre a criança, usando-a como meio para satisfazer seus desejos, infligindo seu direito à autonomia.

A violência pode ocorrer uma única vez, ou pode durar anos, só chegando ao fim quando a vítima, na fase adulta, liberta-se daquela relação patológica. Romper com o muro do silêncio no âmbito familiar pode evitar que casos como este cheguem as “vias de fato”. Cabe lembrar que o abuso sexual causa graves distúrbios psicológicos que podem estar expressos já na infância ou manifestarem-se no futuro, em dificuldades de relacionamento, distúrbios depressivos e outros.
De 2009 a 2011 foram registrados pelo Ministério Público do RS mais de 3 mil casos de abuso sexual contra criança e adolescente de Porto Alegre. Neste mesmo período, os episódios de abuso configurados como intrafamiliar foram ao total de 983. A faixa etária varia de 01 a 17 anos. Esta triste realidade evidencia que é preciso buscar uma forma mais eficaz de coibir este tipo de violência, investindo em estratégias de prevenção e não somente atender depois do fato ocorrido.

Sabemos que em nosso país os direitos à criança e ao adolescente estão garantidos pela Constituição Federal e assegurados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Além das políticas públicas de combate a este tipo de violência, como os programas de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, precisamos de ações eficazes com enfoque na garantia de direitos na rede de atendimento.
No intuito de contribuir para a prevenção da violência contra a população infanto-juvenil, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Porto Alegre tem realizado, desde 2011, em diferentes regiões da cidade, as jornadas municipais de Enfrentamento a Violência, Abuso e Exploração Sexual, informando crianças, adolescentes e famílias, rede de atendimento e educadores, de forma a podermos coibir e esclarecer esse tipo de violação, que hoje passa por um recente avanço na nossa legislação federal.
Aprovado pela Câmara de Deputados o projeto de lei que estabelece nova contagem de tempo para a prescrição de crime de pedofilia, estupro e atentado violento ao pudor: somente começa a partir dos 18 anos da vítima. Anteriormente o prazo de prescrição - tempo que o Estado tem para julgar o agressor – era vinculado ao tamanho da pena prevista em lei, porém quando a vítima chegava à maioridade isto antecipava o fim do processo.
Enfim são muitos esforços em diferentes esferas da sociedade para coibir a violação de direitos. Na nossa cidade, os investimentos da Prefeitura ainda são ínfimos, frente à magnitude do problema. Se considerarmos um investimento de R$ 350 mil, em 2011, na assistência social em relação a um montante de R$ 290 milhões (investimento total da Prefeitura) conclui-se que o valor aplicado representa 0,1% do total. Fica o desafio, para enfrentarmos de forma responsável e consciente. Muito há a ser feito!

Vereadora Maria Celeste (PT)
Presidenta da Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana 
Publicado no jornal O SUL, dia 18 de maio de 2012, página 13

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Aprovação popular de Dilma cresce e chega a 77%, aponta pesquisa CNI/Ibope


Indice de confiança na presidenta também subiu de 68 para 72% em comparação com pesquisa anterior.
Pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta quarta-feira (4), mostra que a presidenta Dilma Rousseff, em seu segundo ano de governo, obteve aprovação de 77% dos brasileiros no mês de março. A avaliação da presidenta superou os 72% obtidos em dezembro. Já o governo Dilma manteve os 56% de aprovação da última edição da pesquisa, enquanto o percentual dos que disseram confiar na presidente subiu de 68% para 72% em comparação com a pesquisa anterior. O levantamento CNI/Ibope foi feito na última semana de março em 142 municípios. Ao todo, foram ouvidas 2.002 pessoas.
PT Nacional (As informações são do Portal Uol)

Saiu na Imprensa - Mais pacotes de bondades, por Maria Celeste

O prefeito José Fortunati encaminhou nos últimos dias à Câmara de Porto Alegre um pacote composto por mais de 30 projetos de lei criando cargos em comissão (CCs), diretorias e gratificações, que deverão ser votados até hoje, dia 4 de abril - face às restrições por se tratar de um ano eleitoral. Há um prazo de seis meses antes da data da eleição para que sejam concedidos vantagens ou aumentos salariais aos servidores. Este é um governo que descumpre suas próprias leis e que sequer paga o salário-mínimo para os padrões dois e três (operários) do plano de carreira da Prefeitura, contrariando a Lei Municipal nº 11.080/2011, que determina pagamento do mínimo no vencimento básico de todos os municipários. Cerca de dois mil servidores da base da pirâmide salarial estão recebendo vencimentos básicos abaixo do mínimo nacional. 
Sovino com os trabalhadores e generoso com os detentores dos cargos de níveis mais elevados, esta administração aprovou uma série de leis beneficiando procuradores, servidores fazendários, engenheiros, arquitetos, médicos e dentistas. Tivemos uma verdadeira pérola: a Lei Complementar nº 549 que instituiu gratificação especial para funcionários cedidos ao município sem prejuízo da integralidade da remuneração percebida nos seus órgãos de origem.

No final de março, o pacote eleitoreiro enviado à Câmara estende vantagens ao cargo de biólogo, amplia benefícios aos engenheiros e arquitetos, cria dezenas de CCs na administração direta e uma nova gratificação no Dmae. Além de uma escandalosa proposta de pagamento de subsídios de 60% aos secretários cedidos, integrantes de outros poderes e níveis de governo. As alterações pontuais na legislação de pessoal como aumento do número de cargos em comissão, do pagamento por participação em conselhos municipais – os famosos jetons -, do número de FGs, de gratificações por desempenho ou por função essencial ocasionaram a ampliação das desigualdades salariais da prefeitura e o esfacelamento do pouco que restava de isonomia no plano de carreira dos municipários. Este é o resultado de sete anos das políticas do governo Fogaça-Fortunati.
Vereadora Maria Celeste/PT
Publicado no Jornal do Comércio, dia 04 de abril de 2012

segunda-feira, 19 de março de 2012

O público e o privado em Porto Alegre

O público e o privado em Porto Alegre

Por Paulo Muzell
Há uma constante nos nossos pouco mais de cinco séculos da história: a promíscua relação entre o interesse público e o privado. Começando lá pelas capitanias, passando pelo Brasil-Colônia, pelo Império, pela República Velha, e depois pela Nova, tenentista, em quase todos os períodos – com raras exceções -, uma elite conservadora e apátrida dirigiu o Estado com um objetivo central: consolidar um poder político monolítico, nada democrático que atendeu, invariavelmente, às necessidades de consolidação de seus patrimônios particulares. O país sofreu cinco séculos de exploração impiedosa de uma elite predadora.
No nebuloso período – há alguns anos atrás – em vivemos sob a égide da ideologia neoliberal forjada lá fora por Thatcher e aqui por Efe Agá, o símbolo maior do desmonte foi a vergonhosa venda da Vale, a preços de banana. Aqui no estado tivemos o obscuro britismo (1995/1998), que deixou como herança dois mega escândalos: a doação à GM de quase trezentos milhões de dólares e a privatização da CRT, atendendo os interesses do ex-patrão do governador, a RBS.
Aqui em Porto Alegre os dezesseis anos da Administração Popular (Olívio-Tarso-Raul e Verle) interromperam a “onda privatista” embora deva se reconhecer que houve, também, considerável avanço na terceirização dos serviços especialmente no DMLU e no DMAE. E o pior: alguns prefeitos petistas aqui no Rio Grande e pelo país afora estão aderindo à “onda de privatizações”.
Mas é a partir de 2005, quando começa o governo Fo-Fo (Fogaça-Fortunati), é que a coisa desanda. Acelera-se a contratação de serviços e se aceleram e se estreitam as relações perigosas com o setor privado.
O Araújo Viana é oferecido a grupo privado que se propõe reformá-lo e, em contrapartida, a empreiteira terá mais de dois terços do seu tempo de uso por um período de dez anos. Decorridos muitos anos a obra não é iniciada e, em 2010, quando retomada, anuncia-se que seu custo foi subestimado: custará três vezes mais, em vez dos 6 inicialmente previstos, serão gastos 18 milhões de reais!
O Largo Glenio Peres, o espaço público mais central e nobre da cidade é “adotado” pela Coca Cola. A multinacional coloca sua propaganda no local e o poder público restringe o uso do local para preservar os interesses da empresa. O porto-alegrense certamente quer saber quais são os “encargos” da Coca, o que receberá a população em contrapartida por ter restringida sua possibilidade de desfrutar aquele valiosíssimo espaço público.
Na Fazenda Municipal o governo municipal, no início de 2005 concedeu seis meses para a Procempa concluir a elaboração de um novo sistema de administração tributária (SIAT) e decidiu contratar uma consultora privada. Início de 2012, sete anos e três meses depois – reunião de técnicos fazendários conclui que o trabalho da consultora – eivado de erros – não tem qualquer condição operacional, talvez possa, depois das necessárias correções e adequações, entrar em funcionamento em 2013. Deverá ser totalmente reestruturado, provavelmente pelos próprios técnicos da empresa municipal. O pequeno detalhe é que mais de 5 milhões (a preços atuais 6 milhões) já foram pagos à consultora. O Ministério Público de Contas recebeu denúncia e está apurando os fatos.
Há, também o desmonte da Carris, agravado pelo fato da tarifa de ônibus da capital ser extorsiva (dobrou desde o início do Plano Real) e os serviços muito ruins. A taxa de lucro do empresário é elevada e o governo Fo-Fo não realiza licitação para concessão de novas permissões de uso.
Há problemas menores, embora igualmente graves tais como a “venda de chaves” de bancas do Mercado Público Central, tudo ilegal, e feito na “moita”, sob as barbas das autoridades municipais. Há, também, um pequeno e exemplar escândalo: um tradicional bar instalou várias “salas” (deques de madeira) com inúmeras mesas, pasmem, na pista de rolamento da rua Gal. Câmara!!