A Prefeitura encaminhou à Câmara Municipal mais um projeto de lei propondo a criação de uma nova secretaria, a Secretaria Municipal do Trabalho e Emprego (SMTE). Nestes seis anos e nove meses de gestão, o governo Fogaça – Fortunati criou cinco secretarias municipais: Extraordinária da Copa (Secopa), da Juventude, de Acessibilidade, do Turismo, de Defesa Animal, além do Inovapoa que está agregado a estrutura do gabinete do Prefeito. Ressaltamos que até hoje nenhum destes órgãos justificaram a razão de sua existência.
O Inovapoa, por exemplo, não executou nenhum dos projetos programados para o ano de 2010 e seus investimentos são praticamente nulos. Em compensação, o conjunto do que podemos chamar das novas “microssecretarias fantasmas” abriga mais de 70 cargos de confiança (CCs) e cerca de 200 estagiários.
Para realizar as ações atribuídas à Secretaria de Trabalho existe hoje na Prefeitura a Secretaria Municipal de Indústria e Comércio (Smic) que, entres outras funções, desenvolve projetos e programas na área de geração de renda e de emprego no município. Como exemplo citamos o Plano Nacional de Qualificação Profissional, o Projeto de Complementação e Rendas das Mulheres, o Projeto Parque Industrial da Restinga. Há também os projetos de Fomento do Porto Seco e o de Emprego Certo que faz parte do Sine. E dentre as atividades da Smic, a pesquisa que mede os níveis de emprego e desemprego em Porto Alegre e na região metropolitana realizada através de convênio com a Fundação Estadual de Economia e Estatística e Ministério do Trabalho. Então, por que criar uma nova secretaria? Seria mais prudente e conveniente ampliar a atual estrutura da Smic para que tenha melhor desempenho.
O projeto que tramita na Câmara onera ainda mais a crescente despesa de pessoal da prefeitura, pois cria além do cargo de secretário municipal, mais 08 CCs e 06 novas funções gratificadas. Fato curioso é que antes mesmo da votação do projeto de lei, o nome do futuro titular da pasta a ser criada é freqüentemente citado na mídia, por coincidência um ex-parlamentar.
Vereadora Maria Celeste (PT)